Boletim/Aviso Circular 02/18 02-03-2018

MACIEIRA

Formas hibernantes de aranhiço vermelho, cochonilha de S. José e afídeos

Se no ano anterior registou a presença destas pragas no seu pomar, deve realizar, o mais próximo possível do abrolhamento, tratamento com Óleo Parafínico (ex. óleo de Verão). Este produto atua por contato, formando uma pelicula, causando a morte do inimigo por asfixia. A pulverização deve ser efetuada a alto volume e alta pressão, de modo a que a calda atinja uniformemente os ramos e troncos. Recomenda-se a leitura do rótulo e, na presença de elevada infestação das pragas, opte pela concentração mais elevada. Para que o tratamento seja eficaz, efetue a aplicação da calda com temperaturas diurnas acima dos 15ºC e utilize pulverizadores com agitador de forma a garantir a uniformidade da calda. Evite a realização de tratamento com temperaturas inferiores a 5ºC e quando se preveja a possibilidade de geada ou precipitação. Não misture à calda produtos formulados com as seguintes substâncias ativas: ditianão, captana, folpete, enxofre, tirame e zirame. Recomenda-se um intervalo de 15 dias entre a aplicação do Óleo Parafínico e a aplicação de uma das substâncias mencionadas.

Cancro, Pedrado e Moniliose

De forma a conferir proteção preventiva contra estas doenças, realize ao abrolhamento tratamento com um produto à base de cobre. Devido ao risco de fitoxicidade, não devem ser aplicados produtos cúpricos após o aparecimento da ponta verde.


PESSEGUEIRO

Lepra do pessegueiro

Recomendamos a avaliação da fenologia e a realização de tratamento ao abrolhamento com um produto à base de cobre, pois após esta fase o cobre é fitotoxico. Utilize a concentração mais baixa e evite pulverizar a altas pressões para não destacar os gomos. Consulte lista anexa à presente Circular. Após o abrolhamento e no caso de ocorrerem períodos de chuva persistentes, devem ser aplicadas caldas à base de difenoconazol, dodina, enxofre, tirame ou zirame.


OLIVEIRA

Olho-de-Pavão

Recomendamos que continue a manter o seu olival protegido com produtos à base de cobre. Opte por realizar os tratamentos preventivos, ou seja, antes da ocorrência de precipitação. Consulte lista anexa à presente Circular.

Poda e sanidade do olival

A oliveira é muito sensível ao frio e só após ultrapassado o período de geadas é aconselhável a realização da poda. Esta operação deve proporcionar arejamento e entrada de luz na copa. Caso tenha registado a presença de caruncho no ano anterior, aconselhamos deixar ramos mais grossos dispersos no olival. Estes ramos vão servir de isco ao insecto e, antes da abertura das primeiras flores, devem ser retirados da parcela e queimados. Recomenda-se ainda a limpeza e desinfeção das feridas de poda. Nos olivais atacados por tuberculose, aconselha-se a realização da poda com tempo seco, a eliminação dos ramos com sintomas da doença e a desinfeção de materiais de corte.


CITRINOS

Psila Africana dos Citrinos (Trioza erytreae)

Na sequência da recente deteção de dois focos da Psila Africana dos Citrinos no concelho da Figueira da Foz, freguesias de Lavos e Paião, reiteramos o alerta da Circular anterior. Recomendamos vigilância dos citrinos, em particular, dos localizados nos concelhos – Castro Daire, São Pedro do Sul, Oliveira de Frades, Vouzela, Tondela e Mortágua. Caso observe sintomas suspeitos, conforme figuras abaixo, contacte de imediato esta Estação de Avisos. Mais informações disponíveis aqui.

Figura 1- Presença da Psila Africana (Trioza erytreae) em limoeiro


VINHA

Qualidade

A videira é obrigatoriamente comercializada acompanhada de uma etiqueta de cor azul ou laranja, designado passaporte, que constitui prova do controlo oficial da qualidade das plantas. Garante a casta e/ou porta-enxerto indicados e o seu bom estado fitossanitário. Os molhos de porta-enxertos ou de enxertos-prontos têm de ter um passaporte e não podem ser abertos e divididos. As plantas vendidas à unidade têm de ter um passaporte individual. O passaporte deve ser conservado pois constitui prova.

Declínio de jovens plantas

Ao adquirir porta-enxertos ou enxertos-prontos, esteja atento aos seguintes sinais que poderão ser evidência de Doenças do Lenho da Videira, com consequências futuras: -Ao cortar o bacelo para enxertar, presença de pontuações negras no interior da madeira. Se a planta estiver sã, o seu interior não terá manchas. -Cada planta deve ter pelo menos três raízes bem desenvolvidas e convenientemente repartidas. Nota: Segue com a presente Circular a lista de herbicidas autorizados para a vinha e os cuidados a ter aquando a sua aplicação.


PALMEIRAS

Escaravelho da palmeira

Continuamos a registar um aumento do número de palmeiras atacadas por este inimigo. Nesta altura, aconselhamos a destruição dos resíduos de poda por trituração, queima ou enterramento. Tendo em consideração o risco fitossanitário, poderão realizar-se tratamentos preventivos utilizando um dos seguintes produtos: Vertimec, Confidor Classic ou Actara. As palmeiras com infestação em fase avançada e sem recuperação possivel devem ser abatidas. Antes do abate recomenda-se a realização prévia de tratamento de modo a evitar a dispersão do insecto ; proteção e isolamento da zona, estendendo uma lona ou plástico para recolha dos destritos resultantes do abate ; limpeza da zona com destruição de resíduos e materiais resultantes do abate ; caso se transportem os residuos para outro local, preconiza-se que o mesmo se realize em camião fechado ou coberto ; no local os residuos devem ser destruidos, triturados e, se enterrados, deve garantir uma profundidade de 2 metros.


Consulte o Boletim no Serviço Nacional de Avisos Agricolas:
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