Boletim/Aviso Circular 01/18 16-01-2018

MACIEIRA

Cancro Europeu da Macieira

O Cancro Europeu é uma doença provocada pelo fungo Nectria galligena. As infeções mais vulgares dão-se através das cicatrizes deixadas pelas folhas, mas também podem ocorrer através de outras feridas, como as provocadas pelas podas. O tempo frio e húmido favorece a formação de esporos e o desenvolvimento da doença. De modo a evitar a sua proliferação são recomendadas as seguintes práticas culturais: 1. Na poda, suprimir ao máximo os ramos com cancro, que devem ser retirados do pomar e queimados. 2. Os cancros dos troncos e pernadas, que não se possam retirar através da poda, devem ser limpos com um canivete, retirando o tecido doente até à parte sã. Esta operação deve ser realizada de preferência com o tempo seco. 3. A parte limpa deve ser desinfetada com uma pasta fungicida (produto cúprico diluído em água) ou isolante apropriada para o efeito. 4. Após a poda, deve realizar um tratamento generalizado com uma calda fungicida à base de cobre.

Nota: Na poda e sempre que possível, elimine os ramos que apresentem sintomas de Pulgão-lanígero e Cochonilha de São José. A fim de evitar a dispersão destes inimigos, opte por podar primeiro as árvores sãs. Realize podas equilibradas de forma a controlar o vigor das plantas. Os cortes devem ser rentes, lisos e inclinados, de modo a facilitar a cicatrização e evitar infeções. Os utensílios de corte devem ser desinfetados. Durante a poda também é recomendável eliminar frutos mumificados atacados pela Moniliose, que ficam suspensos nas árvores. Estes frutos devem ser retirados do pomar e queimados junto com a lenha de poda, de modo a diminuir as possibilidades de disseminação da doença.

Horas de Frio – Informação

  • Viseu/EAViseu/13 janeiro: 655 Horas 

  • Tondela/Lobão da Beira/10 janeiro: 361 Horas 

  • São Pedro do Sul/Várzea/13 janeiro: 562 Horas 

  • Nelas/CEVDão/13 janeiro: 375 Horas 

  • Gouveia/Nabais/14 janeiro: 606 Horas


OLIVEIRA

Olho-de-Pavão, Cercosporiose e Gafa

Ataques severos destas doenças provocam desfoliações intensas e o enfraquecimento da árvore. Recomenda-se o arejamento da copa para que haja renovação da rama e diminuição de inóculo; realizar adubações equilibradas de modo a corrigir as deficiências de potássio e evitar o excesso de azoto e, se possível, retirar e queimar as folhas caídas na parcela. Devido à elevada sensibilidade da oliveira ao frio e geadas, só se aconselha a realização da poda a partir de meados de Março. Também se recomenda a realização de tratamentos, desde o início vegetativo, com produtos à base de cobre. Leia atentamente o rótulo e confirme se o mesmo se encontra homologado para a(s) finalidade(s) pretendida(s).


PESSEGUEIRO, CEREJEIRAS E PRUNÓIDEAS NO GERAL

Cancro, Crivado, Lepra e Moniliose

Recomendamos a realização de tratamento com um produto à base de cobre, após a poda e antes do abrolhamento (B – Inchamento do gomo). O tratamento deve atingir o mais possível o tronco e os ramos das árvores. As feridas e os cortes de maior dimensão causados pela poda devem ser pincelados com uma pasta cúprica.


CITRINOS

Míldio, Antracnose e Alternariose

Como medidas culturais promova a circulação de ar e entrada de luz na copa das árvores, a drenagem do solo e mantenha a cobertura vegetal. As aplicações de caldas cúpricas, dirigidas ao terço inferior da copa das árvores, devem ser realizadas em períodos em que não ocorra precipitação nas 48 horas seguintes.


VINHA

Esca e escoriose europeia

Para controlo destas doenças na vinha, devem ser realizadas as seguintes práticas: 

  • Esca-Arranque das plantas sintomáticas ou mortas para posterior destruição pelo fogo; * Escoriose europeia, também designada por botriosfériosehaverá possibilidade de recuperação das plantas pouco afetadas, através da eliminação da madeira com sintomas. 

  • Proteger as grandes feridas de poda, pincelando-as com uma pasta cúprica ou outro produto preventivo e cicatrizante; 

  • Evitar grandes cortes, cortes rasos e a sobreposição dos mesmos, cujas cicatrizes dificultarão a circulação de seiva. Não há soluções de carácter curativo para as doenças do lenho da videira. Para prevenção da Esca, nesta fase e antes da entrada da doença, em tratamento imediatamente após a poda, encontra-se homologado o fungicida “Vintec”, à base de estirpes do fungo Trichoderma.

Podridões Radiculares

Muitas videiras, no final da primavera, apresentam os lançamentos mal desenvolvidos e a folhagem a definhar. A origem do problema encontra-se no apodrecimento do porta-enxerto, devido a excessos de humidade, desadequação do porta-enxertos e à presença de fungos do solo, nomeadamente Armillaria. As videiras doentes surgem próximas umas das outras, em mancha, avançado o fungo de raiz em raiz. Deve eliminar estas plantas juntamente com todas as suas raízes até à grossura de um dedo. Durante dois anos não deverá voltar a plantar novas plantas no sítio das que morreram. Não há soluções curativas para controlo desta doença. Para prevenção deste problema (antes da entrada da doença), encontrase homologado o fungicida “Blindar” à base de estirpes do fungo Trichoderma.

Scaphoideus titanus, insecto transmissor da doença “Flavescência Dourada”

O inseto Scaphoideus titanus é vector da doença “Flavescência Dourada” e já foi detetado na região nos concelhos/freguesias mencionados no Quadro 1. Como este inseto deposita os ovos na madeira de videira com dois ou mais anos, é recomendável destruir os restos dessa madeira resultantes da poda. Face ao risco aconselhamos esta operação, em particular, nas freguesias onde o inseto está presente (Quadro 1). Conforme procedimento mantido em anos anteriores e após deteção da nova geração, a Estação de Avisos do Dão indicará, ao abrigo da Portaria n.º 165/2013 de 26 de abril e Plano de Ação Nacional, a realização do tratamento obrigatório e quais os produtos autorizados.

  • Mangualde: Alcafache; Espinho; União de Freguesias de Moimenta de Maceira Dão e Lobelhe de Mato; Fornos de Maceira do Dão 

  • Nelas: Nelas; União de Freguesias de Carvalhal Redondo e Aguieira; União de Freguesias de Santar e Moreira; Vilar Seco 

  • S. Pedro do Sul: Serrazes; União de Freguesias de São Pedro do Sul, Várzea e Baiões 

  • Tondela: Lajeosa do Dão 

  • Viseu: Fragosela; Ranhados; São João de Lourosa; Silgueiros 

  • Vouzela: União de Freguesias de Fataunços e Figueiredo das Donas; S. Miguel do Mato


ATENÇÃO: Adquira apenas bacelos, enxertos-prontos ou garfos acompanhados de etiqueta de certificação (cor azul ou laranja) – garantia da qualidade sanitária e varietal. Os molhos de plantas certificadas têm de ter etiqueta e não podem ser abertos para venda individual de plantas! Todas as videiras vendidas à unidade têm de ter uma etiqueta individual!


ORGANISMOS DE QUARENTENA

Trioza erytreae

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) procedeu à atualização do mapa e lista de freguesias que integram, total ou parcialmente, a zona demarcada, respeitante ao insecto vector da bactéria causadora da grave e destrutiva doença, Citrus Greening ou Enverdecimento dos Citrinos. Consulte o site da DGAV para mais informações.

Xylella fastidiosa

A DGAV divulgou no Ofício Circular nº 34/2017 as alterações introduzidas às medidas de emergência fitossanitárias para o controlo da Xylella fastidiosa. Destacamos, em particular, que a partir de 1 de março de 2018 a emissão de passaporte fitossanitário e, portanto, a autorização de circulação de plantas de cafeeiro, lavanda, aloendro, polígala, oliveira e amendoeira fica condicionada, para além das atuais inspeções oficiais anuais, também à amostragem e testagem oficiais obrigatórias de todos os lotes presentes nos locais de produção/engorda. Quando adquirir as plantas acima mencionadas, exija o passaporte fitossanitário pois este é a garantia que as mesmas não são portadoras da doença. Consulte o site da DGAV para mais informações.



Consulte o Boletim no Serviço Nacional de Avisos Agricolas:
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